Avc e Derrame Cerebral, conheça esta doença Incapacitante

O AVC é o entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, provocando a paralisia da região afetada no cérebro.

  • 04/05/2022 às 12:00:00
  • Fonte: Tele Medicina Morsch
[Avc e Derrame Cerebral, conheça esta doença Incapacitante]
Avc e Derrame Cerebral, conheça esta doença Incapacitante

É comum nos perguntarmos qual a diferença entre AVC e derrame cerebral. As estatísticas mostram que é a maior causa de morte no Brasil, superando os infartados.

O que é (AVC) ou derrame cerebral ?

Acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é a doença neurológica que mais frequentemente acomete o sistema nervoso e é a principal causa de incapacidades físicas e mentais.

Sendo a maior causa de morte no Brasil, ganhando longe do infarto agudo do miocárdio.

Ele ocorre quando o suprimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido subitamente (AVC isquêmico) ou quando um vaso sanguíneo no cérebro rompe, extravasando seu conteúdo e dando origem a um hematoma, ou coágulo, que provoca sofrimento no tecido cerebral (AVC hemorrágico).

AVC isquêmico é o mais comum, representa cerca de 85% dos casos de derrames. Já o AVC hemorrágico, embora menos comum, apresenta maior mortalidade.

Quais são os sintomas do derrame cerebral?

Os sintomas normalmente são agudos ou rapidamente progressivos, caracterizados por:

  • Perda súbita da força muscular ou formigamento de um lado do corpo
  • Dificuldade súbita para falar ou compreender
  • Dor de cabeça muito forte, de início abrupto, sem causa aparente
  • Perda visual repentina, particularmente de um olho apenas
  • Perda do equilíbrio ou tontura súbita

Alguns destes sinais e sintomas podem estar relacionados a outras condições que levam a uma alteração do nível de consciência ou a um déficit neurológico focal.

Muitos destes outros diagnósticos podem ser esclarecidos com um exame da glicemia, com exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética do crânio.

O que fazer na presença destes sintomas?

Na suspeita, deve-se procurar imediatamente um atendimento médico que tenha estrutura para atender um acidente vascular cerebral.

Quanto mais precoce o tratamento, melhores serão as perspectivas para o paciente.

Novos tratamentos podem limitar as incapacidades produzidas por um derrame, mas você precisa conhecer os sinais e sintomas a tempo de procurar auxílio médico o mais rápido possível.

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Com o acesso a internet não existe desculpa para um serviço não oferecer interpretação de tomografia ou ressonância magnética 24 horas e aumentar as chances de sofrer um AVC e não ficar com sequelas pelo atendimento imediato do paciente.

Quais são os fatores de risco para derrame cerebral?

  • Idade
  • Fator genético – o AVC desencadeado por uma aneurisma têm penetrância genética alta
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus
  • Tabagismo
  • Dislipidemia
  • Fibrilação arterial
  • Infarto do miocárdio recente
  • Sedentarismo
  • Etilismo

Quais são as complicações da doença?

Elas se dividem em complicações neurológicas ou clínicas. São elas:

Complicações Neurológicas do AVC

  • Edema cerebral
  • Hidrocefalia
  • Hipertensão intracraniana
  • Transformação hemorrágica
  • Convulsões

Complicações Clínicas do derrame cerebral

  • Aspiração de  secreções
  • Hipoventilação
  • Pneumonias
  • Isquemia miocárdica
  • Arritmias cardíacas
  • Trombose venosa profunda
  • Tromboembolismo pulmonar
  • Retenção ou infecções urinárias
  • Úlceras de decúbito
  • Desnutrição
  • Contraturas e rigidez das articulações

As sequelas mais comuns são hemiparesia, alterações visuais, da fala e da memória.

A recorrência do derrame é frequente. Cerca de 25% das pessoas que se recuperaram de um primeiro derrame, terão um outro acidente vascular cerebral em 5 anos.

O que fazer para se prevenir de um derrame cerebral?

A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são fundamentais para a prevenção.

Assim como o controle da hipertensão, da diabetes, da obesidade, a suspensão do tabagismo e o uso de bebidas alcoólicas com moderação.

O uso de medicamentos como os anticoagulantes, que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais, podem ser recomendados por médicos para ajudar na prevenção.

A prática regular de atividades físicas, como caminhadas de 30 a 60 minutos, 3 a 5 vezes por semana, reduz a chance de sofrer um derrame cerebral.

Elas devem sempre ser recomendadas e avaliadas por um profissional de saúde.

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